Nunca, ao longo da sua trajectória como Presidente da República, José Eduardo dos Santos foi tão incisivo ao debruçar-se sobre as relações luso - angolanas.
Do Escritório dos Advogados Ana Paula Godinho e Associados recebemos para publicação uma reclamação ao artigo que publicamos em edição anterior, sobre a Igreja Universal do Reino de Deus.A carta é assinada pelo Advogado Sandro Magalhães e no abrigo do direito de resposta publicamo-lo na integra:
Numa sociedade que se considere civilizada, a utilização das redes sociais é vista como sinal de desenvolvimento, de integração ao chamado mundo globalizado.
O mundo inteiro fixou o seu olhar nas imagens negras brutais. Revelou a sua dor e no nosso país as reacções em cadeia surgiram já a pensar nas nossas boates ou outros recintos fechados em que, principalmente aos fins de semana, são abarrotados por milhares de jovens sedentos do lazer merecido.
Sou um telespectador assíduo de diversas estações televisivas internacionais e como uma pessoa atenta ao que se passa no mundo em termos políticos, cultivei o hábito de bisbilhotar a vida parlamentar de muitos países. Portugal é um deles. Lamentavelmente, como angolano, sinto-me como se estivesse marginalizado e bastante zangado por não ter a oportunidade de exercer um dos meus mais elementares direitos: o de ser informado.
Li nas redes sociais, mais concretamente no facebook, uma carta de um angolano que eu conheço e bem; trata-se de uma estória que, sinceramente, penso partilhar com os vossos caríssimos leitores. A dica é que ele, o nosso mwangolê, avisado e formado superiormente como é, recebeu de uma amiga a seguinte carta que, aqui e agora, resumo
Sou angolano residente há trinta e uns anos na Espanha e da forma como anaiso a actuação da polícia espanhola face às manifestações políticas, sindicais ou estudantis pode assustar alguns dos meus compatriotas.
Numa altura em que o Angola vai a votos, os líderes dos partidos políticos desdobram-se por todo o país, tentando nas suas respectivas campanhas colher o maior número possível de adeptos e, deste modo, conquistarem os votos necessários para alcançarem um lugar confortável no quadro geral dos resultados definitivos. Todavia, espera-se um discurso musculado, com acusações mútuas e, se calhar, o incitamento à violência. O que nos dizem os nossos cidadãos anónimos quanto a isto?
Sinceramente, não sei o que se passa nas diferentes repartições públicas dos Ministérios instalados em Luanda. Nem sequer me atrevo a contar o número de vezes que os nossos meios de comunicação social se atreviram em publicitar os serviços prestados por estes verdadeiros agentes da burocracia e da falta de respeito para a imensa clientela que a eles acorre para que os seus problemas sejam resolvidos. E a pagar.