O teólogo brasileiro Leonardo Boff não ficou de fora do ambiente que envolveu a primeira visita do Papa Francisco ao seu País. Em entrevista à DW-Brasil, que a reproduzimos pela oportunidade das suas declarações, Leonardo Boff não tem meias medidas em considerar o Papa Francisco como o homem da ruptura no seio da Igreja Católica. Um dos principais críticos do conservadorismo católico, Boff elogia Francisco, afirmando que ele começou uma reforma do papado e pode dar início a uma dinastia de papas de países do Terceiro Mundo.O Papa Francisco vai inaugurar uma nova era para a Igreja Católica durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. Essa é a convicção do teólogo Leonardo Boff, que em 1992 deixou todos os cargos na igreja, após ser censurado pelo Vaticano.Em entrevista na sua casa em Petrópolis (RJ), o teólogo elogiou Francisco, afirmando que ele é o Papa da ruptura. "Essa é a palavra que Bento 16 e João Paulo II mais temiam. Eles acreditavam que a igreja tinha que ter continuidade", avaliou Boff.O teólogo, um dos expoentes da Teologia da Libertação, disse acreditar que Francisco vai falar sobre os recentes protestos no Brasil. "Ele fez uma declaração corajosa em Roma, dizendo que os políticos têm que escutar os jovens na rua; que a causa dos jovens é legítima, justa e que estaria em conformidade com o evangelho."
Embaixador de Angola na República da Coreia do Sul, Albino Malungo defende que o nosso País tem de saber definir um quadro para se tirar maior proveito de uma cooperação multifacetada com aquele país asiático. Ele destaca as potencialidades da Coreia, cujo passado de luta se assemelha a Angola e hoje como potência mundial pode jogar um papel destacável na recuperação das nossas infra-estruturas. Para tanto, defende vontade política da parte dos angolanos e adianta que o novo quadro pode ser criado este ano, porocasião da comissão mista entre os dois países.Albino Malungo fala do diferendo entre as duas coreias, acredita que a reunificação está próxima mas descarta a hipótese de qualquer guerra na região. A diplomacia vai jogar sempre um papel determinante, acredita o homem que há um ano se tornou no primeiro embaixador plenipotenciário de Angola na Coreia do Sul. Com um percurso político que já o levou a ocupar o cargo de vice-Ministro e posteriormente Ministro da Reinserção Social embaixador de Angola no Japão, Governador Provincial do Huambo e agora embaixador na Coreia do Sul, Albino Malungo é diplomata de carreira, por isso mesmo sente-se hoje como um peixe dentro da água
Apresenta-se como actor de teatro, jornalista e advogado, mas antes de mais como um cidadão que vive num dos musseques mais miseráveis de Luanda,sem que tenha beneficiado de qualquer espécie de mordomias vindas de cima ou... do nada.Por isso, preparado para a luta. Apesar dos seus problemas pessoais, vê a sua actividade quotidiana na Associação Mãos Livres como uma oportunidade única de fazer vincar a luta pela justiça social, no quadro de uma nova revolução que se ajuste à procura permanente da paz, concórdia e harmonia social.Fruto de uma série de atropelos aos seus direitos como militar que defendeu o país numa esfera importante, o jovem Salvador Freire e outros companheiros da época, constituíram um núcleo de advogados e jornalistas para defesa dos mais desfavorecidos, denunciando o já evidente flagelo social da época. Em 25 de Abril de 2000 foi criada a Associação Mãos Livres, actualmente considerada como uma das mais interventivas no país.
Considera-se como uma peça-chave na mudança do perfil ideológico do MPLA, e deseja ocupar o cargo de presidente do partido, apresentando a sua candidatura no próximo congresso. Diz contar com o empurrão de figuras emblemáticas que o apoiam, de forma velada, por enquanto. Silva Mateus, general na reserva, antigo militante que começou na clandestinidade e que esteve preso na ressaca do 27 de Maio, é, hoje, um contestatário autêntico à liderança do MPLA. Critica de forma veemente, por vezes até inflamada, José Eduardo dos Santos e enobrece a figura de Nito Alves que, segundo ele, se estivesse vivo, não se registaria o desvio que se fez no seio do MPLA para hoje vivermos o neo-colonialismo. Silva Mateus remexe as cinzas do passado,e, como militante, ataca por todos os flancos, o que para si é uma espécie de pecado mortal: a bajulação reinante no seio do partido. O mês de Maio político foi sempre quente. O nosso interlocutor atirou achas a uma fogueira que teima em manter-se viva.
Como sempre, o embaixador Luís Neto Kiambata mostrou-se aberto, coerente consigo próprio e não se escusou de responder às nossas questões. Igual a si mesmo, Luís Neto Kiambata, o eterno diplomata conhecedor dos problemas de África, desses e de outros tempos, estabelece e impõe como ninguém a sua visão.Crítico atento à situação política, económica e social que atravessa o seu país, este funcionário experiente ligado à Presidência da República (assistente para a área Social e antigos combatentes), o nosso interlocutor deixa, uma vez mais, a sua marca. Fala da morte de Agostinho Neto, da corrupção que teima em fazer a vida negra à maior parte das populações da terra, da diplomacia económica que se exige cada vez mais dinâmica, da Unita e a sua liderança e do seu sempre eterno MPLA.Enfim, vamos ler...
Já se sabe que Té Macedo é a dona e senhora da canção lírica angolana, mas o que muitos tardam a reconhecer é o seu talento e a participação activa na formação de novos valores, sem esquecer a vontade enorme de ser convidada com maior regularidade nos raros espectáculos do género em Angola.
O arquiteto Bento Soito é o rosto mais visível daquele que já começa a ser considerado como um dos projectos habitacionais mais emblemáticos da província de Luanda; um dos muitos e bons desafios do executivo angolano para o qual dispôs uma pesada máquina administrativa, técnica, material e financeira que só parará de funcionar quando o sonho de mais de dois milhões de cidadãos carregarem consigo os seus haveres e, finalmente, passarem a viver com mais dignidade, deixando para trás as chamadas bolsas da miséria da província de Luanda.
A Unita continua a dizer que não reconhece a legitimidade do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, porque não aceita o resultado das eleições.
Está no Parlamento e, também, o seu Presidente vai ocupar o seu assento no Conselho da República porque, para o maior partido da oposição, são aspectos diferentes. As eleições, na óptica de Sakala não foram livres e no que a democracia permite, interessa accionar os mecanismos que visam corrigir esses males com vista a salvaguardar no futuro a rectidão da democracia em Angola.
Essas considerações foram acentuadas por Alcides Sakala, Deputado e portavoz da Unita em entrevista a revista Figuras&Negócios. Alcides Sakala acredita que cada vez mais o seu Partido se enraíza no seio da sociedade, pelo que não duvida que no amanha possam vir a ser poder.
Com um ar cansado, talvez devido as lutas travadas contra os que considera usurpadores do poder local que tudo fazem para conseguir protagonismo, o soberano Ngola Buba Dalamana recebeu a equipa da Revista Figuras & Negócios com quem abordou aspectos ligados a vida do reino.
Manifestando o seu descontentamento com os últimos acontecimentos que dizem respeito a vida política, social e económica do reino, sua majestade Ngola Buba Nvula Dalamana diz ser imperioso que as autoridades angolanas promovam, de forma mais abrangente, um diálogo para se acabar com as tentativas de usurpação do poder local por parte de pessoas que nada têm a ver com a família real do reino do Ndongo
Alexandra Simeão, política experiente, que foi durante 12 anos vice-ministra da Educação do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional de Angola, falounos do actual momento político nacional e realçou a importância do processo eleitoral em curso. Aos candidatos pede que evitem a demagogia e realça que a política não pode ser usada para tirar vantagens pessoais. Quanto ao seu futuro, Alexandra revelou-nos que tem trabalhado com correligionários seus na criação de um novo partido político, com o qual pretende concorrer nas primeiras eleições autárquicas em Angola, que espera que possam acontecer em 2015