Malanje, capital da província com o mesmo nome, é um verdadeiro Mosaico Cultural. Tem raízes históricas bem fortes nas suas danças tradicionais e, segundo pessoas entendidas na matéria, existe a garantia de que desde os tempos remotos os habitantes da região (na sua maioria gingas), têm o Cacoxe, o Hungo, o Kissanje e a Marimba como instrumentos musicais de grande influência na região, transformando-os nos expoentes máximos que elevam a fama além-fronteiras. Os então colonizadores de Angola, tiraram proveito desta fama secular e qualificaram os seus tocadores como os marimbeiros de Duque de Bragança
Tão ou mais importante do que realizar um censo populacional, é a capacidade de dar vida aos números fazendo-os falar, interpretando de forma quantitativa mas principalmente qualitativa o seu significado
Quando em Março de 2013, o coordenador do Gabinete Central do Censo, Camilo Ceita, considerou estarem reunidas todas as condições técnicas e logísticas para início do censo piloto, tinha garantias absolutas de que podia verdadeiramente arrancar a 16 de Maio de 2014.Para o efeito, o Estado angolano concedeu 200 milhões de dólares. A um aparato governamental, que reuniu vários ministérios, designadamente do Plano e Desenvolvimento Territorial, das Finanças, da Administração, e do Interior, juntaram-se no terreno, todos os governos provinciais,administrações locais, bem como mais de cinquenta mil homens e mulheres de todas as raças, etnias, cores partidárias e credos religiosos.
Já existem empresários angolanos com músculo financeiro para concorrerem em todos os domínios, com as grandes multinacionais. E como são angolanos, é natural que tenham direito de preferência em relação aos estrangeiros.Os representantes dos grandes interesses financeiros mundiais têm de se habituar a esta realidade. Em Angola ninguém troca matérias-primas estratégicas por espelhos e missangas. Muito menos por elogios enganadoresˮJosé Eduardo dos Santosˮ
Durante estes curtos mas decisivos doze anos de paz, existe unanimidade em reconhecer-se que ``Angola cresceu``, as condições de vida das populações melhoraram em todos os sentidos.
Durante mais de três décadas, Angola suportou o pesado fardo da guerra, com todas as suas terríveis consequências decorrentes.O seu tecido social foi estraçalhado sem dó nem piedade, o solo pátrio foi pisoteado por forças militares estrangeiras, as invasões militares constituíram sinais de retardamento da implementação de políticas seguras de reconciliação nacional, enfim, o país transformou-se num cenário em que os próprios nativos eram considerados como ``eternos deslocados de guerra``.Interessa, pois, fazer-se uma pequena cronologia dos acontecimentos políticos e militares para que se tenha uma ideia generalizada do que se passou para que, finalmente, o país se reencontrasse e abrisse os verdadeiros caminhos da paz, da democracia, da reconciliação nacional e do crescimento económico
Doze anos são passados desde que as partes em conflito armado violentíssimo acederam a acabar de uma vez por todas uma guerra que ceifou milhares de vítimas, arrancou dos lares milhões de cidadãos transformando-os em refugiados na sua própria terra
Mais um capítulo da história da maior manifestação cultural de Angola fechou-se com a realização da trigésima-sexta edição do Carnaval, um evento que ocorreu num clima de paz, muitos ritmos e danças,que , segundo opinião geral, saíram melhor valorizadas durante os quatro dias consecutivos do entrudo em toda a extensão do território nacional.A população fez-se presente em massa, numa realização que,por enquanto, surge ainda sob a cobertura do cheque chorudo do Estado, aguardando-se, pacientemente, que certos sectores da sociedade civil considerada "elitista" se envolva para que, também ela, se reveja na maior riqueza que o país tem;o seu povo, a sua história, a sua cultura. De todo modo, o que interessa mesmo é que o Carnaval das grandes massas populares voltou a sair à rua, fez-se a festa do povo e, por alguns momentos, esqueceram-se as etapas mais difíceis que o país vive
Belarmino Jelembi é Director Geral da Organização não Governamental Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), há cerca de dois anos.
O dia "D" para que uma das maiores empreitadas que o governo angolano lançou para este ano está a chegar e da forma tão célere como o virar das páginas do calendário está a correr, em toda a extensão do território nacional acumulam-se mais certezas do que dúvidas de que será, sim, possível realizar-se o primeiro censo geral da população e habitação entre os dias 16 e 31 de Maio. Duzentos milhões de dólares é o montante que o Orçamento Geral do Estado dispõe para que se saiba, com algum rigor, quantos angolanos existem e como vivem num país com um território estimado em 1.246.700 km quadrados
Orientado pelos seus advogados no Brasil, Bento Kangamba, o tio Chico, tem a certeza de que a morosidade do seu processo no Brasil pode ter um fim por causa do tempo e por isso mostra segurança de que sairá impune mas por causa desssa situação ele está impedido de sair de Angola, não acompanhando, por exemplo, o seu Kabuscorp ao estrangeiro, agora que está engajado nas competições africanas
Onde andam algumas estrelas que fizeram furor nas décadas de 80 e 90? No auge da fama eram presença constante na média, aclamados pelos fãs e requisitados constantemente. Na presente edição procuramos perceber o que mudou na vida de artistas, desportistas e políticos que andam longe dos holofotes
Foi em 1970 que, pela última vez, em Angola se realizou o censo geral da população e da habitação.Hoje, com um quadro absolutamente diferente num país que alcançou a sua independência em 1975, está em movimento uma máquina gigantesca que envolve meios humanos, técnicos e materiais,obviamente oleada por muitas dezenas de milhões de kuanzas.Trata-se de um desafio enorme que o governo tenta vencer a todo o custo, no sentido de, em linhas gerais, saber, de forma algo definitiva quantos somos, como vivemos e,numa perspectiva mais segura, conhecer o país real que temos para que este possa seguir o seu caminho em direcção ao desenvolvimento sócio-político e económico sustentável