A província do Cuando Cubango ocupa hoje as primeiras páginas dos jornais em função do trabalho que alí se leva a cabo para dar vida a uma região de Angola com enormes potencialidades mas que durante muito tempo foi considerado terras do fim do mundo
Figuras & Negócios esteve no Nordeste do País, mais precisamente na Lunda-Norte; uma das províncias do país consideradas, com um certo menosprezo, do interior. Alguns têm a ousadia de, inclusive, qualificá-la como se de (mais) um território da periferia se tratasse, enfim... Mas o país é único, indivisível e soberano quando o Executivo se reúne para, através do Orçamento Geral do Estado, distribuir os recursos financeiros; tudo, à partida, feito com bom senso para que não existam assimetrias abismais. Esta Lunda Norte, que gera riqueza, está como está. Melhor do que antes, lá isto é verdade. Todavia, muito há a fazer para que ela brilhe como os seus diamantes. Na nossa próxima edição, daremos conta dos seus problemas, dos projectos que o governo local empreende e tenta a todo o custo implementar com a mais brevidade possível. A sua gente clama por um desenvolvimento rápido, equilibrado e roga que os tempos desta parcela do território nacional mudem. Por enquanto, eis o retrato possível da Lunda Norte de A a Z.
Aquilo que deduzimos que seja um mapa precioso para quem não deseja ser apanhado com as calças na mão
Já não são meros sinais rotineiros de alerta, nem algo que se pareça. As declarações públicas de alguns dos principais responsáveis pela Ordem Pública revelam, mais palavras menos palavras, que a capital do país encontra-se mergulhada num poço de desconforto social evidente. Nada que se compare com outras cidades cosmopolitas, em crescimento económico acelerado, mas sente-se no ar um clima de certa resignação diante de tanta impunidade criminosa...Não se anda por aí aos tiros de canhões ou aos assaltos com cenários hollywoodescos. Todavia, diante de números e factos aterradores que engordam as estatísticas das esquadras policiais, das cadeias e dos quase invisíveis centros de reeducação, é caso para se chegar à triste conclusão que Luanda, pelo menos em algumas das suas superfícies bem identificadas pelas autoridades, já não constitui um lugar bom para se circular de forma livre, protegida, como e quando se quer.
O governo da Lunda Norte prepara uma grande operação para repatriar os imigrantes ilegais que na Província invadem as reservas do Estado para a exploração ilegal de diamantes.
Mais de sessenta mil militares angolanos desmobilizados há mais de vinte anos aguardam o pagamento dos seus salários ou o seu enquadramento na Caixa Social e no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Qualquer um deles transmite sinais de descrédito nas instituições criadas pelo Estado angolano logo que se deu por terminada uma guerra em que passaram uma parte das suas vidas, de forma sacrificada, mas honrada. No passado, cada um deles estava na sua trincheira, cumpriu com brio as ordens, quer fossem das hierarquias militares do Governo ou da Unita. Hoje, onze anos depois de se alcançar a paz, estão juntos numa batalha que pensam vencer de forma pacífica. Juntos, lutam pelos seus direitos. E juntos podem fazer alguns estragos, caso não resolvam os seus problemas
O plano de desenvolvimento da província de Cabinda foi aprovado na última quinzena de Março, pela Comissão Económica do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
A Barragem Hidro-eléctrica de Capanda é considerada ré num processo em que a falta de chuvas é a principal culpada da falta ou restrições de energia eléctrica na cidade capital do país e arredores.Ela tem a sua história de vida que, a seguir, tornámos pública, recorrendo ao site principal da Wikipédia.Como é evidente, alguns dados devem ser actualizados e, lamentavelmente, parte deles está ligada ao sofrimento de mais de seis milhões de almas que sempre depositaram grandes esperanças no desenvolvimento das suas capacidades em prol da melhoria das condições das populações de toda a zona Norte do país
Pouco menos de cem dias depois de o novo Executivo tomar posse e entrar em funções, um brutal choque térmico foi registado no centro de tomada de decisões políticas,bem como na estratégia da implementação dos seus programas mais visíveis para que o resto do país acompanhe o quadro de desenvolvimento sócio-económico preconizado para os próximos tempos. Foi exactamente em Luanda onde se levantou uma série de dúvidas e incertezas em relação aos argumentos apresentados quanto aos constantes cortes na energia eléctrica ou as bárbaras restrições deste bem público. A maka meteu os cabelos em pé toda uma sociedade, interessada em saber, com o devido rigor, até quando manter-se-á a capital do país mergulhada num quadro de penumbra parcial, ora por obra da natureza, ora por uma suposta incompetência técnica e de gestão dos recursos disponíveis para fazer valer os bons créditos de um governo acabado de sair das eleições gerais de Agosto
O Fundo Soberano de Angola (FSDEA), um novo fundo soberano de investimento, foi lançado oficialmente no passado mês de Outubro, em Luanda, e conta , desde já, com um pacote avaliado em cinco mil milhões de dólares, prevendo no quadro mais geral dos seus objectivos promover o desenvolvimento sócio-económico do país e criar património para as suas gerações futuras
Para melhor entender o drama das crianças que sofrem violência doméstica, contactamos o psicólogo e activista pelos Direitos Humanos, Félix Mizé, que começou por realçar que, nosso País a protecção contra as agressões no seio familiar foram reforçadas com a aprovação da Lei Contra a Violência Doméstica. É importante o facto de termos legislação específica que não serve apenas para proteger as mulheres vítimas, mas também idosos e crianças, frisou.
A Directora-geral do Instituto Nacional da Criança, Ruth Mixinge, convidada a abordar a questão, começou por frisar que a situação da criança, em todo o país, tende a melhorar tendo em conta o esforço do executivo angolano em relação as medidas de protecção e a implementação de iniciativas que concorrem para que os mais novos possam desenvolver-se num ambiente de paz e de harmonia.